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CHANTILLY: UM BELÍSSIMO CASTELO E UM EXCELENTE MUSEU!

27/06/2018

Localizado na cidade de Chantilly, a pouco mais de 50 quilômetros de Paris, é um dos palácios franceses mais bonitos e importantes.

Atualmente pertence ao Instituto Francês – o proprietário anterior, Henri d'Orléans, duque de Aumale, filho de Luís Felipe I, último rei da França, realizou a doação da propriedade por não ter descendentes, com a condição de que todas as suas coleções permanecessem ali, que nenhuma modificação fosse realizada no conjunto e que o público tivesse acesso.

O Castelo de Chantilly possui uma belíssima decoração, uma biblioteca com aproximadamente 1.500 manuscritos e 19 mil volumes, um incrível acervo com importantes pinturas, além de um gigantesco parque e um museu do cavalo.

Imagem: Shutterstock

A seguir, você conhecerá um pouco mais sobre a história e os principais aposentos deste local que é considerado uma das jóias do patrimônio cultural francês. 


HISTÓRIA

Chantilly era a princípio uma fortificação medieval e sempre pertenceu a dinastias de príncipes que foram responsáveis por várias modificações ao longo dos anos, cada qual aperfeiçoando uma parte da propriedade e embelezando-a até chegar no layout atual.

O primeiro proprietário do local (final do século XI) foi Guy de Senlis, e sua família conservou a propriedade até o século XIV.

No ano de 1386 a propriedade foi comprada por Pierre d'Orgemont e permaneceu com sua família por três gerações quando foi então transferida para Guillaume de Montmorency, por não terem herdeiros diretos.

A família Montmorency foi a responsável por importantes modificações e ampliações no local, tais como a construção do "Petit Château", atualmente a parte mais antiga de Chantilly e a criação do pátio onde hoje se encontra a estátua equestre de Paul Dubois.

No século XVII a propriedade foi transferida para o domínio dos Bourbon-Condé e passou por importantes projetos de melhoria, tais como: a implantação do jardim inglês por André Le Notrê, o mesmo jardineiro de Versalhes e a criação das Grandes Cavalariças. No século XVIII o local recebeu também o projeto do jardim anglo-chinês pelo arquiteto Jean-François e no século XIX (após a revolução) a criação do jardim inglês desenhado pelo arquiteto Jean-François Leroy.

Durante a Revolução Francesa a propriedade foi confiscada e dividida em dois lotes - infelizmente não retornou mais ao seu tamanho de origem. Já o castelo foi invadido, saqueado e completamente destruído em algumas partes. Além disso, foi utilizado como prisão.

Com o fim da revolução iniciou-se um período de restauração em Chantilly, sendo o Duque de Aumale o responsável por grande parte das melhorias e reformas neste período. Ele trouxe inúmeras obras-primas e objetos preciosos para o local, transformando-o em uma vitrine de sua valiosa coleção.

Em 1886, por não ter descendentes, realizou a doação da propriedade ao Instituto da França com a condição de que todas as suas coleções permanecessem ali, que nenhuma modificação fosse realizada no conjunto e que o público tivesse acesso. 


INTERIOR 

Chantilly abriga uma ampla coleção de móveis, objetos de artes decorativas e pinturas, diferente de muitos castelos franceses que atualmente se encontram quase vazios.

Ao realizar uma visita ao local você poderá admirar no primeiro andar alguns aposentos denominados como “As Grandes Suítes”. Veja a seguir, algumas informações e imagens sobre estas suítes:

- Galeria das batalhas: era utilizada como sala de recepção no século XVII e exibe uma série de 11 pinturas que ilustram em ordem cronológica as vitórias militares de Luís de Bourbon, conhecido como "O Grande Condé". 

Imagem: Shutterstock

- Quarto do príncipe: era a entrada para as amplas suítes e utilizado como quarto de dormir. Infelizmente não possui mais a bela cama de dossel que foi retirada durante a Revolução Francesa. 

Imagem: Shutterstock

- Sala de música: era utilizada como laboratório de física pelos príncipes de Condé no século XVIII e recebeu este nome devido à harpa da Duquesa de Aumale que se encontra no local. 

Imagem: Shutterstock

Grande gabinete: era o escritório do príncipe de Condé, local onde eram realizadas as audiências.

Imagem: Shutterstock

- Antecâmara e sala da guarda: foram construídas para conectar o Grand Château (grande castelo) ao Petit Château (pequeno castelo). 

Imagem: Shutterstock

MUSEU CONDÉ

Imagem: Shutterstock

Localizado no interior do castelo, encontramos um excelente museu denominado de Museu Condé. Com um acervo excepcional de obras é de grande importância por possuir a segunda maior coleção de pinturas antigas na França, depois do Museu do Louvre.

O museu é dividido em salas que são distribuídas da seguinte forma:

- A Galeria de Pintura e a Rotunda: possui um total de 85 pinturas, incluindo “O Massacre dos Inocentes de Poussin” e o “Retrato de Richelieu de Philippe”.
 

- O Santuário: abriga importantes obras-primas, tais como: “As Três Graças” de Rafael e um painel de Botticelli representando a história de Esther.
 

- A Tribuna: um espaço concebido para apresentar a história da arte, sendo duas paredes dedicadas ao renascimento com obras de Botticelli, Fra Angelico e Titian. Uma parede dedicada às escolas francesas e holandesas com obras de Van Dyck, Watteau e Poussin. Assim como duas paredes para a exibição de obras do neoclassicismo e romantismo, como obras de Ingres e Delacroix.
 

- O Quarto Clouet: abriga uma coleção de 90 retratos da renascença, incluindo todos os reis e rainhas da França do século XVI pintados por Jean Clouet e seu filho François Clouet.
 

-A Sala Giotto: abriga uma coleção de obras italianas do século XIV ao século XVI. No local encontra-se o quadro “A Dominação da Virgem” que se acreditava ser de Giotto e agora é atribuída ao pintor que trabalhou com ele o Maso di Banco.
 

- A Galeria de Psiquê: possui um total de 44 vitrais que retratam a história de Psiquê contata no livro Metamorfoses, do autor Apuleio.
 

- A Galeria do veado: abriga oito tapeçarias do século XVII com o tema de caça, o passatempo preferido dos príncipes.
Além disso, faz parte do museu uma importante biblioteca. 


BIBLIOTECA 

Imagem: Shutterstock

Esta impressionante e majestosa biblioteca foi projetada no final do século XIX pelo arquiteto Honoré Daumet para abrigar a coleção de livros raros do duque de Aumale.

O duque era um grande amante de artes e livros e, durante o período em que viveu no local ele reuniu uma coleção excepcional de livros e manuscritos, incluindo algumas obras importantes da arte medieval.

A biblioteca abriga uma coleção de 19 mil volumes, incluindo 1.500 manuscritos (sendo 200 manuscritos medievais) e 17.500 documentos impressos sobre assuntos de conhecimento universal.

Neste importante acervo é possível encontrar livros de grande valor histórico, tais como a Bíblia de Gutenberg, impressa em latim no ano de 1450 e o livro de horas (uma espécie de livro de devoções, organizado por festas religiosas e horas com preces e salmos) As Riquíssimas Horas de João o Duque de Berry, ricamente ilustrado com imagens pintadas pelos irmãos Limbourg — Paul, Hermann e Jean a pedido do duque de Berry em 1410.

No local, também é possível encontrar algumas coleções de moedas e documentos importantes relacionados a todos os antigos moradores do Castelo de Chantilly.


PARQUE

Chantilly possui um grande e belíssimo parque com 115 hectares, com diferentes estilos criados ao longo dos séculos com o que estava na moda no período, sendo um jardim francês semelhante aos de Versalhes do século XVII, um jardim chinês do século XVIII e um jardim inglês do século XIX.

Jardim francês

Imagem: Site oficial

O jardim francês foi projetado por André Le Nôtre (o mesmo jardineiro que criou os jardins de Versalhes) no final do século XVII para o príncipe de Bourbon e Condé Luís II. O estilo francês simboliza o triunfo da ordem sobre a desordem e como suas principais características temos linhas retas, com simetria e formas geométricas minuciosamente talhadas.

O jardim de Chantilly certamente representa com primor este estilo. Ele é composto por dois grandes parterres (uma espécie de canteiro) e inclui grandes espelhos de água que refletem o céu, muitos jatos de água e fontes, além de um conjunto de estátuas únicas representando os personagens ilustres relacionados ao local.

Também faz parte deste belo jardim um grande canal com 2,5 km de comprimento e 600 metros de largura. Este canal foi criado atrás de um desvio do Nonnete, um afluente do rio Noise que foi canalizado por Le Notrê na ocasião.

Um lugar realmente especial. Entre suas criações, Le Notrê considerava o jardim de Chantilly como o seu preferido.

Jardim anglo chinês

Imagem: Shutterstock

O jardim anglo-chinês foi projetado em 1773 pelo arquiteto Jean-François Leroy para o príncipe Luís V José de Bourbon-Condé. Este estilo é irregular, assimétrico, misterioso e procura imitar o lado selvagem da natureza com elementos lineares. Ele é destinado ao entretenimento ao invés de para a contemplação e foi criado como um retiro após as caças e passeios. Um lugar onde pudessem beber e se divertir.

O jardim de Chantilly é composto por cinco casas pequenas e possuem uma aparência rústica e serviam de salão, bilhar, sala de refeições, cozinha e moinho antigamente. Atualmente possui um delicioso restaurante no local.

Este lugar encantador serviu como inspiração para os domínios de Maria Antonieta em Versalhes.

Jardim inglês

Imagem: Shutterstock

O jardim inglês foi projetado em 1819 pelo arquiteto Victor Dubois para o príncipe Luís VI Henrique de Bourbon-Condé em um processo de restauração para uma parte do terreno em que antes se localizava um jardim de Le Notrê que foi destruído durante a Revolução Francesa. Este estilo estava na moda na época e preserva as características da própria natureza com aparência de bosque, bem ao natural.

Este local tranquilo é ideal para um passeio romântico e como grandes destaques temos a Ilha do amor (imagem acima), uma pequena estrutura metálica com a estátua de Eros o Deus do amor e o Templo de Vênus (imagem abaixo), uma estrutura que abriga uma cópia da famosa estátua antiga de Vênus, a deusa do amor e da beleza.

Imagem: Shutterstock

Atividades ao ar livre

Imagem: Site oficial

Durante os meses de abril a outubro é possível realizar um tour pelos jardins de Chantilly em um passeio de 40 minutos a bordo de um trenzinho.

Também é possível alugar um carrinho de golfe com capacidade para quatro ou seis pessoas e conhecer o local em seu próprio ritmo e roteiro.


GRANDES CAVALARIÇAS E MUSEU DO CAVALO

Imagem: Shutterstock

As Grandes Cavalariças de Chantilly foram construídas pelo arquiteto Jean Aubert no século XVIII (entre 1719 e 1740) a pedido de Luís Henri o sétimo príncipe de Condé. Com uma belíssima arquitetura, excepcionais 186 metros de comprimento e uma cúpula de 278 metros de altura podiam abrigar 240 cavalos e 150 cachorros para a caça quotidiana dos nobres. No local também eram oferecidos jantares suntuosos a convidados ilustres.

Atualmente, o edifício abriga o Museu do Cavalo. Inaugurado em 2013, demonstra a importância do relacionamento entre homens e cavalos desde o início da civilização com a exposição de aproximadamente 200 objetos e obras de arte, tais como: pinturas, gravuras, esculturas, livros, manuscritos, equipamento equestre, carruagens entre outros.

Também é possível assistir demonstrações equestres realizadas ao longo do dia com a duração de 30 minutos.

Além de um grande espetáculo intitulado Metamorfose, realizado entre os meses de abril a outubro com a participação de três músicos, sete cavaleiros, um dançarino, seis póneis, dois burros e quinze cavalos. Nos dias de show os ingressos possuem um custo adicional para assisti-los. 


RESTAURANTES 

Para completar o seu passeio é possível realizar uma deliciosa refeição, acompanhada de uma sobremesa com a verdadeira receita do famoso creme chantilly em um dos dois restaurantes do complexo.

O La Capitainerie: localizado no local das antigas cozinhas do palácio, este requintado restaurante oferece menu a preço fixo para o almoço. 

Imagem: Site oficial

O Le Hameau: localizado no ambiente tranquilo dos jardins anglo-chineses oferece deliciosas refeições no almoço e no chá da tarde. 

Imagem: Site oficial

O Les Écuries Café:localizado nas Grandes Cavalariças é o local ideal para realizar refeições rápidas. Oferece menus pré-definidos para o café da manhã, lanche ou almoço. 

Imagem: Site oficial

CHANTILLY ESTÁ À SUA ESPERA!

Venha visitar este belíssimo castelo com a Elite Turismo! Oferecemos um passeio completo com motorista guia bilíngue (português – francês) que te levará do seu hotel até o palácio e depois de volta à Paris, com segurança e conforto. Além disso, nosso serviço inclui a assessoria para a compra dos ingressos antecipados para que você e seus acompanhantes não percam tempo nas filas e possam aproveitar o tempo descobrindo este local recheado de cultura e beleza.

INFORMAÇÕES GERAIS

Endereço: 7 rue du Connétable, 60500 – Chantilly/ França

Horário de Funcionamento: De 28 de janeiro a 24 de março, das 10h30 às 17h (não abre às terças-feiras) e todos os dias de 25 de março a 01 novembro, das 10h às 18h. De 02 de novembro a 07 de janeiro, das 10h30 às 17h (não abre às terças-feiras). Fechado de 08 de janeiro até 26 de janeiro de 2018. 

Fonte: site oficial http://www.domainedechantilly.com

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